segunda-feira, 24 de julho de 2017

Saida de Lucio "Brutal" da Deformity BR

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Em nota via Facebook a banda de brutal Splatter Death Metal, Deformity BR de Feira de Santana/BA, informou a saída de seu vocalista a 20 anos, Lucio Brutal, que gravou ate então toda discografia da banda. Confira a nota abaixo: 

"Viemos aqui trazer uma notícia não tão agradável. Após mais de 20 anos de parceria e amizade, é com muito pesar que informamos a saída de Lucio “Brutal” da banda. É inegável a sua contribuição para a Deformity BR, com o seu timbre ímpar e versatilidade reconhecida, trazendo, assim, ainda mais podridão às nossas composições. Infelizmente, devido a motivos particulares, viu-se a necessidade dessa separação... Esperamos que a amizade se mantenha por mais outros períodos iguais a este. Quanto a sua substituição, sabemos que será difícil e que as comparações serão inevitáveis. Entretanto, faremos o máximo para manter a brutalidade do som"

Confere a seguir o ultimo trabalho de Lucio na Deformity BR:

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Comunicado oficial da banda Headhunter D.C., sobre a saída do Paulo Lisboa

Foto por: Frederico Neto​
Por Sérgio “Baloff” Borges – vocalista do HEADHUNTER D.C.

Venho através dessa nota, em meu nome e em nome do HEADHUNTER D.C., expressar o nosso mais profundo pesar pela saída de seu membro-fundador Paulo Lisboa da banda. Realmente não tenho palavras que sintetizem o que sinto nesse momento, afinal são mais de 30 anos de uma parceria mais do que frutífera, que resultou no desenvolvimento de um trabalho, entre shows e lançamentos, que me enche de orgulho e de honra por tê-lo realizado a seu lado. 

Apesar de já estarmos preparados para a sua saída já há algum tempo (alguns shows já vinham sendo feitos com um guitarrista substituto desde o ano passado, enquanto que os dois últimos da recente mini-turnê sulamericana foram realizados apenas com uma guitarra), encarar o seu afastamento definitivo está sendo extremamente difícil para mim (assim como para todos na banda), afinal não fui "ensinado" a continuar com a banda sem o Paulo; costumávamos a compartilhar dos mesmos sonhos e metas desde que entrei definitivamente na banda como vocalista, no final de 1989 (ainda que já viesse acompanhando-os – inclusive como baterista provisório, em 88 – desde o seu início, em 1987), mas quis o destino (ou acaso, como queiram...) que nos afastássemos nesse sentido agora, encerrando um ciclo para iniciarmos outro, e como tenho comentado em outras ocasiões, o Culto não pode parar jamais, então respeitamos sua decisão e seguiremos firmes e fortes com o poder que o Death Metal nos provém. 

Será muito difícil encontrar alguém que o substitua à altura (diria até impossível, já que não estamos falando apenas do mero lado musical aqui), mas certamente tratar-se-á de algum seguidor de sua escola de se tocar Death Metal com sentimento e não apenas com técnica, para assim honrar o seu imaculado legado dentro do HEADHUNTER DEATH CULT e dentro da cena Death Metal mundial. Alguém que escreveu um álbum como "...And the Sky Turns to Black..." e tantas outras obras sônicas de Metal da Morte, além de ser o grande pioneiro do gênero na Bahia e em todo Norte/Nordeste brasileiro, jamais será esquecido! 

Obrigado meu irmão Zé Paulo pela criação do HEADHUNTER D.C., por seu pioneirismo na concepção da Música da Morte do lado de cá do país, pela longa e verdadeira amizade que transcende o Metal, o tempo e as adversidades da vida e mais uma vez pela honra de me permitir trabalhar ao seu lado por tantos anos e de forma ininterrupta! Jamais esquecerei cada gota de sangue, suor e lágrima derramada durante essa longa jornada, tudo em nome daquilo que sempre acreditamos e que agora damos continuidade sem a sua presença física, mas com a sua essência cravada em cada nota, riff, batida ou berro que dermos daqui em diante. Subir num palco sem você continuará sendo um grande e dificílimo desafio, mas as memórias de cada show, de cada ensaio, de cada gravação que fizemos juntos será como um combustível para nos mantermos na árdua estrada do Underground por muito tempo ainda. Assim será! Tudo de melhor pra você em todos os seus caminhos, você merece, meu irmão! Muito obrigado mais uma vez por tudo! A saga continua... 

ALL HAIL LISBON TUMULLUS, ETERNAL MASTER OF THE DEATH CULT! MY BEST FRIEND EVER AND EVER!!! DEATH METAL RULES SUPREME... THE GLORY WILL ALWAYS BE OURS!!!!!! 666…

Sérgio "Baloff" Borges - Nekrobaloff666, the possessed one... / HEADHUNTER DEATH CULT – 30 ANOS!!!

terça-feira, 27 de junho de 2017

Paulo Lisboa, não é mais membro do Headhunter D.C.

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COMUNICADO 
por Paulo Lisboa (guitarrista-fundador do Headhunter D.C.)

Venho através deste comunicado informar minha saída da banda Headhunter D.C., fundada por mim em maio de 1987. Foi realmente muito difícil para mim tomar tal decisão, mas chega uma hora que não dá mais como gerenciar tantas coisas em nossas vidas. Eu moro longe da capital onde a banda reside, trabalho como professor, municipal e estadual, em tempo integral, e não tenho mais como equacionar o meu trabalho com as atividades da banda. 
Sempre vou estar presente ao lado do grande Headhunter D.C. em sua imaculada e árdua trajetória, assim como sempre estive ao longo desses 30 anos de carreira, sem NUNCA, JAMAIS ter se rendido aos modismos e demais tendências que, infelizmente, têm infestado o Heavy Metal ao longo dos anos. O Headhunter D.C., nestes 30 anos de sólida carreira, sempre lutou em prol do verdadeiro e puro Death Metal, e assim continuará a lutar até o fim. 
Espero então, assim como vocês, fãs do Headhunter D.C., que a banda viva mais 30 anos para continuar disseminando o Metal da Morte nos quatro cantos da “terra e do inferno” de forma verdadeira e honesta, como sempre o fez. 
Enfim, muito obrigado a todos que têm acompanhado o Headhunter Death Cult ao longo destas três décadas ininterruptas de existência. Continuem apoiando o verdadeiro Death Metal Underground Nacional.
Death Metal Rules Forever... Headhunter D.C. Rules Forever… 666… !!!

Paulo Lisboa - Lisbon Tumullus

PS: A banda continua desde já disponível para shows com um guitarrista substituto até que um novo membro definitivo seja convocado. A saga continua... \m/

*pic by Sacrilegous Darkness Arts @ Evil Attack III, Lima, Perú June the 3rd, 2017.

Para mais informações sobre a banda: https://www.facebook.com/HeadhunterDc/

sábado, 10 de junho de 2017

ENTREVISTA: IMPERIOUS MALEVOLENCE

1995 foi o ano em que foi formada a banda de Death Metal  a IMPERIOUS MALEVOLENCE na cidade de Curitiba/PR. Desta época restou apenas o Antonio Death, que nos conta aqui um pouco sobre as turnês europeias, os lançamentos feitos ate a data de hoje e os planos para a banda nos anos que virão. Semmais bla, bla, bla... vamos a entrevista.

1 - A banda está na estrada desde 1995. Além de toda a formação o que mudou na parte musical e sonora do primeiro trabalho “From Eternal Vacuum Storms” ate os atuais?

Antônio Death: Não foi só nos que mudamos o deste Metal mudou e nos seguimos das mudanças com o estilo, incluímos mais ‘blast beats’. A temática continua a mesma e as inspirações em bandas clássicas como Morbid Angel, Deicide, entre outras. Nós nunca mudamos nosso estilo de tocar pra copiar o Krisiun e seu estilo "lock up" usando ‘blast beats’ em quase todas as bases, assim como muitas bandas fizeram, a gente sempre manteve a linha clássica misturada com as novidades que as bandas, principalmente as internacionais mostraram.

2 - Em 1999 a banda lança o álbum “Imperious Malevolence” e também partem para a sua primeira turnê pela Europa. Como que foi na época a distribuição e divulgação desta obra e esta pela primeira vez em uma turnê fora do país?

Antônio Death: O primeiro álbum foi totalmente independente e sua distribuição feita pelo correio, em 1999 essa era nossa realidade, e sobre a turnê, foi uma realização pessoal pra cada integrante e isso nos motivou muito pra continuar pois o profissionalismo que enxergamos na Europa não existia aqui e isso foi só motivo para nos dedicarmos mais a banda.
 
3 - Em 2003 foi lançado o segundo álbum “Hatecrowded” e aí a banda mais uma vez sai em uma turnê pela Europa, dessa vez por três meses para um total de 28 shows, onde tiveram que dormir ate num local de invasão na Espanha. Conte um pouco sobre essa segunda experiência por la. Vocês que agendaram tudo ou teve alguma agência por trás?

Antônio Death: Essa foi a experiência mais louca de todas, sempre com pouca grana e com contatos próprios, organizamos mais esta incursão, não existiam agências que você podia pagar para arranjar shows, foi tudo na raça mesmo!

4 - Em 2006 a banda lançou o terceiro álbum “Where Demons Dwell”, este lhes levaram mais uma vez de volta a shows em terras europeias, só que desta vez em festivais de nomes, como: “Brutal Assault”, “Metal Heads Mission”, “Under The Black Sun”, “Party San Open Air”. A distribuição e divulgação da gravadora ajudaram muito para que conseguissem estas datas por la ou foi mais os contatos que já tinham e nome da banda feito durante as outras turnês?

Antônio Death: A gravadora ajudou sim, mas somamos aos contatos que tínhamos e a turnê foi do caralho, tivemos contato com o real mainstream e foi sensacional tocar ao lado de grandes banda como Behemoth, Obituary, Arch Enemy, Sodom, Carcass, e é claro, mais legal foi encontrar toda essa galera nos bastidores e bebermos e/ou fumarmos muito juntos (risos).
 
5 - Dessas passagens pela Europa renderam os lançamentos do Split “Live in Germany/Collapsing Human Failures” e o DVD “Kill, Fuck & Destroy”. Como foi que surgiu estas oportunidades de lançar estas obras? Parece que ambos foram por selos gringos, então queria saber se existe alguma chance de um dia o DVD ser relançado?

Antônio Death: “Live in Germany” foi um split que foi lançado junto com a Defeated Sanity que estava em turnê conosco, sua gravadora na época nos convidou e aceitamos, quanto ao DVD, este foi lançado pela Works Editora daqui do Brasil mesmo e foi legal pois encontrávamos ele a venda ate nos supermercados, mas será difícil seu relançamento pois a qualidade sonora ficou muito ruim e não nos interessou mais, o trabalho da produtora falhou nesse aspecto, mas como não teve custos para a banda estava valendo.

6 - Depois das mudanças na formação a banda volta a gravar em 2011 e dai saiu o EP “Priests Of Pestilence”, que serviu como um aperitivo do que seria o quarto álbum “Doomwitness”, lançado em meados de 2013. Desde então a banda vem divulgando e distribuindo esta obra. Como que foi as gravações e composições deste e como que ta sendo a distribuição e divulgação?

Antônio Death: As composições do “Doomwitness” são da época em que os antigos membros ainda estavam na banda, e assim que os novos integrantes assumiram nos produzimos as composições, melhorando-as e definindo mais modernidade e sonoridade, a distribuição foi feita por parcerias entre a Rock Brigade e o Andre Smirnoff.

7 - “Doomwitness”, já vem sendo trabalhado a quase cinco anos, sem nada novo ser lançado. Por quais motivos não lançaram nada novo deste de 2013?

Antônio Death: Não lançamos mais álbuns apos este período, pois preferimos esperar e investir nos clipes por exemplo, full length’s são caros ainda, e nem sempre atingem o mesmo publico que no passado.

8 - Apesar de não terem lançado nada novo, nesses cinco anos a banda tem trabalhado em lançar clipes. Como foram os trabalhos de gravações e produções dos clipes para "Doomwitness" e “Seek For Mephisto”? Vale apena investir em clipes?

Antônio Death: Os clipes foram totalmente produzidos e dirigidos por mim junto com Avant Gard Estudio e, com certeza, vale a pena investir nisto pois a visualização é bem maior que lançar um CD por completo, o único pesar foi a banda ter investido na face nova da banda, o vocal e baixo Alex, dando destaque a ele nos videoclipes e este sair da banda logo em seguida sem maiores explicações, portanto aconselho a quem for fazer clipes de não destacar muito ninguém da banda, mais no geral os resultados em vídeo ficaram excelentes!

 
9 - O próximo álbum devera se chamar “Decades of Death”. Como que tá a produção e gravação deste e o que mais poderia nos adiantar aqui sobre esta próxima obra de adoração ao Metal da Morte?

Antônio Death: “Decades of Death” é uma homenagem ao estilo e ao nosso amor por esta arte maldita pra alguns mas adorada por muitos, o que posso adiantar e que terão momentos na sonoridade do álbum que nos lembrara os primeiros clássicos do Death Metal, e músicas novas para a galera sacar como estão nossas composições e também uma nova música em português mantendo a ideia e confirmando nossa raiz brasileira, para que os gringos não se esqueçam que aqui se faz metal de qualidade e que também temos nossa própria originalidade e manteremos isso até a morte!

10 - Bom, acho que por agora são estas as perguntas. Obrigado pela atenção! Algo mais a acrescentar fique à vontade.

Antônio Death: Nós que agradecemos o interesse na banda mesmo após tantos anos, e apenas deixo dito que não desistiremos assim como muitos o fazem, porque pra nós o Imperious Malevolence faz parte da nossa vida, não e nada passageiro ou modismo, é um estilo de vida, obrigado!

INTEGRANTES
Fernando Grommtt - Baixo & Vocal
Antonio Death - Bateria
Danmented - Guitarra & Backing Vocal

CONTATOS:
www.facebook.com/imperiousmalevolence

terça-feira, 6 de junho de 2017

ENTREVISTA: THE CROSS


The Cross banda pioneira do Doom Metal nacional, foi fundada em 1990, por Eduardo Slayer (vocal), que inspirado em mestres como Black Sabbath e Candlemass, juntou-se com Mauricio no baixo, Jorge King Cobra na bateria e nas guitarras Josué e Pedro. Com essa formação a banda gravou as primeiras demos, sendo que a “The Fall”, tornou-se um clássico do estilo. Depois de um longo tempo apodrecendo a banda retorna e em 2015 lançou o EP “Flames Through Priests”, que com apenas duas musicas deixou a todos com o desejo de muito mais musicas. Então no inicio deste ano de 2017 a banda lançou “The Cross” com mais musicas de um poderoso e fúnebre Doom Metal! Em uma longa entrevista o Eduardo Slayer nos falou sobre o passado e o presente da banda. Confira:

1. Primeiramente quero dizer que é um prazer poder entrevista-los para o Odicelaf e para iniciar o papo gostaria de saber como que era iniciar uma banda de Doom Metal no ano de 1990 e como que é serem os primeiros a investir no estilo aqui no Brasil, juntamente com a banda Pentacrostic?

Eduardo Slayer: Era solitário. Lembro que nos anos 1990 nunca tocamos com bandas de doom. Hoje temos iniciativas como a União Doom Metal BR ou a Nuktemeron Productions do Fábio Shammash (Mythological Cold Towers) mostrando como o doom nacional agora está bem articulado.

2. The Fall foi o primeiro trabalho oficial lançado, mas no final do ano de 1991 foi lançado um ensaio. Como se deu a distribuição e divulgação deste ensaio e também da The Fall?

Eduardo Slayer: Gravamos essa fita no antigo estúdio de Júnior, o Rocambole, na Av. Vasco Gama. Era uma gravação caseira, foi divulgada em poucos fanzines. Já a “The Fall” foi distribuída nos EUA pela Moribund Records e na França pela Holy Records. Negociamos cinco mil cópias dessa demo tape entre 1993 e 1995.

3. Na epoca quais eram as maiores dificuldades para lançar uma demo?

Eduardo Slayer: A maior de todas era a falta de dinheiro. O custo de estúdio de ensaio, de comprar equipamento bom, etc. era (e ainda é) muito alto. Outro problema era falta de engenheiros de som qualificados para gravar uma banda de metal.

4. Como que foi a produção e gravação de “The Fall”?

Eduardo Slayer: Fomos para Aracaju para gravar no Estúdio Visag entre maio e junho de 1993. Gravamos, mixamos e masterizamos as três faixas da "The Fall" em 20 horas.

5. “Damned Symphony”, seria o titulo de um split a ser lançado por um selo já extinto. Qual a outra banda que iria dividi-lo com a The Cross e porque não saiu este trabalho?

Eduardo Slayer: A "The Fall" ia ser um lado de um split lançado pela Bazar Musical. O outro lado ia pra uma banda cearense de death metal, a Obskure, na ativa até hoje. A coisa desandou quando Júnior, o dono selo, morreu num acidente. O irmão dele Gilmar assumiu a Bazar, mas não tinha muito tino pro negócio.

Comecei a desconfiar que Gilmar não fosse lançar esse material quando ele disse que as vendas do segundo disco da Slavery (que acabou saindo pela Cogumelos Discos) iam financiar a prensagem do split. Não era isso que Júnior tinha acertado com a gente. Durante a gravação do futuro-ex-split pedi o engenheiro do Visag copiar a fita master numa fita K7 minha. Três meses se passaram e nada. Nós, a Slavery e a Obskure continuamos pressionando Gilmar e ele continuou enrolando. Aí resolvi lançar a gravação como uma demo mesmo. Gilmar não gostou da história e disse que a gente só teria fita master de volta se o The Cross pagasse de volta os custos de hospedagem em Aracaju, gravação, etc. Ficou inviável pra banda. Resultado: ninguém sabe onde foi parar essa fita...

6. Em 1998 a banda parou. Alem de problemas com a formação, que outros motivos levaram a para com a banda?

Eduardo Slayer: Iaçanã Lima (ex-baterista da Headhunter D.C.) saiu do The Cross e a minha irmã Cristiane, a tecladista, também. Ficou difícil pra arranjar os músicos certos depois disso. Eu também tava cansado de carregar a banda nas costas.

7. “The Plague of the Lost River” seria o titulo do primeiro álbum da banda. Chegaram a gravar algo na época ou o que foi escrito foi ou será aproveitado algum dia? Porque do titulo?

Eduardo Slayer: O único registro que temos desse material é um vídeo do show do Palco do Rock de 1997. Inclusive tiramos duas músicas novas do fora do set list, senão o show ia durar três horas. A formação era totalmente diferente nessa época. A linha da banda foi mais pro lado do Funeral Doom. Baixamos a afinação (um tom abaixo, Ré), colocamos teclados e puxamos o som ainda mais pra trás.

O título foi uma coisa que eu e o baixista Toni Vila Nova bolamos. A inspiração inicial veio da capa do segundo disco do Paramaecium, “Within the Ancient Forest”. Aí juntamos com o nome de uma das nossas músicas da época, “The Lost River”. Viajamos nessa ideia paradoxal: como é que alguém pode ter a praga de um rio perdido? É bem abstrato, gera muitas reflexões.

8. A banda para em 1998 e quase duas décadas depois volta dos mortos. Como que é esta voltando após todos esses anos e lançar ai um EP e finalmente o primeiro álbum?

Eduardo Slayer: Está sendo muito bom e, ao mesmo tempo, bem difícil. A cena mudou muito dos anos 1990 para cá. Uma fitinha demo com três faixas fez a gente rodar o Brasil inteiro, de Teresina à Criciúma. E o público era maior. Um show nosso daqui de Salvador em 1994 teve quase mil pagantes. Hoje o normal é ter dez vezes menos esse público... E olhe lá. A coisa boa é que a comunicação tá muito mais rápida e barata e a qualidade das gravações melhoraram estupidamente.

9. O que andou fazendo enquanto a The Cross apodrecia em seu tumulo?

Eduardo Slayer: Em 2006 eu me casei com uma gaúcha e me mudei pra São Borja/RS. No mesmo ano eu e Toni ensaiamos um retorno, mas ficou só no papel mesmo.

10. O EP “Flames Through Priests” marcou a volta de vocês ao cenário underground, mais como foi esta de volta ao estúdio, compondo novos temas e finalmente gravar e ver torna se realidade mais um trabalho da banda?

Eduardo Slayer: Gravamos o EP no estúdio de um velho fã da banda, Sidinei “Grim” Falcão do Blessed In Fire. Gostamos do resultado final, apesar da gravação ser problemática. Durante o processo os velhos problemas de formação do The Cross voltaram e implodiram a banda. O The Cross já estava para terminar no final de 2015 até o nosso novo guitarrista solo, Zé Felipe, entrar na banda.

11. “Flames Through Priests” conta com duas excelentes musicas inéditas e mais a clássica demo “The Fall” de bônus. Porque gravaram apenas duas musicas e colocaram a demo como bônus?

Eduardo Slayer: Íamos gravar mais músicas, mas só "Sweet Tragedy" e "Cursed Priest" estavam realmente afiadas. Deixamos de fora "The Skull & The Cross" e "House of Suffering", as duas saíram no disco novo. A ideia de colocar a demo junto com as duas músicas foi um consenso entre eu e Eduardo Macedo, o dono do nosso selo (MS/Eternal Hatred Records). É uma estratégia nossa pra os velhos fãs e novos compararem o The Cross de 1993 com a sua nova encarnação.

12. Recebi aqui o primeiro álbum que leva o nome da banda. A capa quando foi divulgada em setembro de 2015 era colorida. Porque a mudança para o preto e branco cinzento? A arte foi ideia do Marcelo que fez ou ele apenas seguiu as orientações de vocês? Qual a mensagem ou significado por trás dela?

Eduardo Slayer: Sim, a capa original tinha três cores: preto, azul e verde. São cores “noturnas”. Mas quando o encarte começou a ser desenvolvido percebemos que ele estava todo em preto e branco. Aí parece lógico deixar a capa em preto e branco.

Marcelo Almeida, o designer, seguiu as minhas ideias na hora de fazer a capa. Um samaritano (referência à música homônima do Candlemass) vaga sozinho num cemitério. Ele olha para os céus em busca de respostas. Para onde ele vai? Por que sua vida ficou daquele jeito? Será que ele vai morrer logo? Etc. A morte está chegando perto, fechando o cerco nele. Tudo isso acontece no anoitecer (outra referência ao Candlemass, o disco “Nightfall”). É quando o mal acontece, espiritualmente falando.

A arte foi inspirada em parte pelo nosso guitarrista, Elly Brandão, que fez a maioria das músicas desse disco. Ele tinha câncer e faleceu em Abril de 2016, antes que pudesse gravar o disco. A morte era uma realidade concreta para ele; como ele enfrentaria os últimos meses de sua vida? A arte da capa é uma homenagem simbólica a sua perseverança. Ele lutou pelo metal até nas últimas horas de sua vida.
13. A cada trabalho um novo logotipo. Essa do álbum será permanente ou poderá vim a ser modificada no futuro?

Eduardo Slayer: Foi Alex Rocha, nosso ex-baterista, que fez o logo do EP. Ele misturou o logo antigo do The Cross com o logo antigo do My Dying Bride e fez uma coisa original em cima disso. Um tempo depois a gente pediu pra Marcelo Almeida fazer outro logo. Queríamos alguma coisa que tivesse um feeling mais arcaico, envelhecido, em ruínas. Pedi pra ele fazer esse logo destacando uma cruz.





14. As letras na sua maioria foram compostas pela banda. Poderia explicar sobre quais temas cada uma delas tratam e quais foram as inspirações para compô-las?

Eduardo Slayer: As letras são variações de três temas: karma, morte e depressão.
15. Porque da inclusão de versões para “Cold in the night beyond death” de Walter Savage Landor e “Poe’s Silence” de Edgar Allan Poe?

Eduardo Slayer: "Cold is the Night Beyond" é baseada no poema de Landor "Speech of a Dying Philosopher". Ele é um bom epitáfio. A ideia veio de Zé Felipe. A de Edgar Allan Poe veio de conversas minhas com Elly. Nos dois tínhamos simpatia pelos contos de Poe e queríamos fazer uma homenagem a esse grande escritor. Elly pesquisou, achou "Silence: a Fable" e aí ele fez uma adaptação desse poema. Terminamos a música numa semana. Ela é grande, arrastada, inspirada em “The Skull” do Trouble e “The Hunt” do Ahab.

16. Tem sido positiva a resposta do publico que já adquiriu o “The Cross” e a distribuição e divulgação pelo selo como que ta sendo?

Eduardo Slayer: Muita. Fomos a banda #3 de vendas do selo em março e em abril fomos a #2. Considerando que tocamos doom e que a MS tem 102 bandas isso uma grande conquista.

17. Porque “The Cross” para o titulo?

Eduardo Slayer: Muitas bandas de metal colocaram título do álbum de estreia com o nome da própria banda, de Mötörhead e Iron Maiden ao Deicide. Pareceu uma boa ideia pra eu e Elly.

18. Pra finalizar, quais os planos para o futuro da The Cross? Obrigado pela atenção e entrevista! 

Eduardo Slayer: Já começamos a trabalhar no segundo disco. Diferente do primeiro, feito na pressa, esse vai ter muita pré-produção. Vamos ter tempo para definir os arranjos, os timbres, as letras, os arranjos de voz. Esperamos lançar esse álbum no meio do ano que vem. Também temos planos também para regravar 12 músicas da fase “clássica” dos The Cross, entre 1992 a 1995.
FORMAÇÃO
Eduardo Slayer - Vocal
Felipe Sá - Guitarra
Paulo Monteiro - Guitarra
Mário Baqueiro - Baixo
Louis - Bateria

SIGA THE CROSS


OBS: BANDAS INTERESSADAS EM SEREM ENTREVISTADAS ENVIAR MATERIAL FÍSICO  (CD, DEMO, RELEASE E ETC) PARA: ADAUTO DANTAS - AVENIDA ACM, 42 - CICERO DANTAS/BA - 48410-000. NÃO ACEITO MATERIAL DIGITAL OU ENVIADOS POR E-MAIL E OS QUE JÁ MANDARAM AGUARDEM ENTREVISTA.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

The Cross – The Cross – CD


Finalmente tenho o prazer de desfrutar desta maravilhosa obra da banda The Cross, que depois de dois anos do lançamento do excelente EP “Flames Through Priests”, lançou seu tão esperado primeiro álbum. De cara já enche os olhos com a bela arte de capa, que acredito teria ficado ainda mais bonita se fosse colorida, como havia sido divulgada quando anunciaram a arte. O encarte é bem completo com imagens/fotos ilustrando, letras, informações, ficha técnica, agradecimento e texto homenagem ao falecido Elly.

As musicas um total de oito, que juntas ultrapassam uma hora de um Doom Metal cadenciado e deprimente como a passagem de um cortejo fúnebre. Os riffs, carrehados de felling, são dolorosos, a cozinha muito pesada e os vocais rasgados, mas audíveis e cheios de sentimento de tristeza e dor. Os titulos são: “Cold Is The Night Beyond Death”, “The Las Nail In The Coffin”, “The Skull & The Cross”, “The Last Prayer”, “Resquiat In Pace” (instrumental em tribute a Elly), “Garden Of Silence”, “House Of Suffering” e “Poe's Silence”. 

Não tenho duvida que este é um dos melhores álbuns lançado neste ano de 2017 e espero logo poder ver Eduardo Slayer – Vocal, Felipe Sá – Guitarra, Paulo Monteiro – Guitarra, Mário Baqueiro – Baixo e Louis – Bateria; executarem estes hinos fúnebres ao vivo. 

Admiradores o Doom Metal não devem perde tempo e adquirir esta obra prima dos baianos da The Cross, que já estão pensando no próximo álbum. Preparamos uma entrevista com a banda que deve ser publicada dentro de algumas horas...
Contatos: https://www.facebook.com/thecrossdoom

terça-feira, 30 de maio de 2017

ENTREVISTA: WARFIELD DEATH


Warfield Death foi formada em 2009, com o intuito de executar um Death Metal influenciado pelas bandas dos anos 80. No mesmo ano lançou a demo "Death" e depois de oito anos de seu inicio, finalmente lançou "Sucumbindo ao Medo" neste ano de 2017. Gravada pela atual formação, que é composta pelos fundadores Carlos Death (bateria) e Thiago Madness (guitarra e back vocal) e ainda Eduardo Vysceral (Baixo) e Marcos Paulo Viking (vocais). Odicelaf Webzine conversou com o Marcos, que nos forneceu um exemplar da "Sucumbindo ao Medo". Na entrevista ele fala sobre os trabalhos lançados e outros assuntos. 
Entrevista por: Adauto Dantas

1. Ola meus amigos da Warfield Death! A banda já ta na atividade há 8 anos, vocês acreditavam que chegariam a durar todos esses anos de banda?

Marcos Fernandes - Sempre acreditamos que sim, nós começamos como uma simples reunião de amigos e hoje somos influência ideológica e musical para muitos que nos ouve, portanto, acreditamos que podíamos em nossas criações chegarmos a alcançarmos patamares dignos de nosso potencial

2. Vi que durante esses anos foram feitas algumas mudanças na formação. O que houve para terem, de trocar membros? 

Marcos Fernandes - As mudanças ocorreram devido a questões pessoais dos próprios integrantes que infelizmente precisaram sair.

3. Em 2009 a banda foi formada e no mesmo ano lançaram a demo “Death” composta por 9 musicas. Não foram muito apressados em lançar essa demo ou já tinham tudo pronto antes mesmo de começar a banda?

Marcos Fernandes - A banda Warfield Death foi formada em 2009, mas antes existia um projeto com outro nome e foi exatamente deste que vieram todas as músicas que foram postas nesta demo. Houve apenas uma transição no nome, mas a formação permaneceu a mesma.

4. Infelizmente não tive acesso a essa obra (“Death”), então me veio a curiosidade em saber se esta foi bem distribuída e divulgada e se ainda é possível encontra-la? 

Marcos Fernandes - Infelizmente não, nós mantivemos ela em formato digital e pusemos a disposição apenas de pessoas próximas da banda, mas posteriormente, a mesma ficou disponível nos sites do palco mp3 da banda e no metal archives.

5. “Sucumbindo ao Medo” é o nome do novo trabalho da banda que traz 7 brutais musicas e entre elas “Brutal”, “Sangue Derramado” e “Mãos fechadas para a Injustiça”, que também estão na obra anterior. Porque regravar essas musicas e não incluir novas composições?

Marcos Fernandes - Essas canções foram destinadas novamente, pois houve todo um processo de melhora nelas e onde consideramos que, pelo valor musical e histórico que as mesmas tinham, mereciam serem lançadas em nosso debut album.

6. Assim como em “Death” a banda continua apostando na língua portuguesa em “Sucumbindo ao Medo”. Irão manter sempre essa proposta de vocifera as musicas na língua portuguesa? Isso não pode vim a atrapalhar a banda no mercado internacional?

Marcos Fernandes - Por enquanto permaneceremos apostando nisso. Em primeiro momento, possa até surgir algum empecilho por conta da linguá, mas é uma das apostas que a banda faz, na busca por algo de vanguarda, inovador, temos grandes ideias e esperamos concretizá-las

7. Porque não investiram mais na produção gráfica do encarte,em uma capamas elaborada e em CDs prensados ao invés do CDR silkado em “Sucumbindo ao Medo”?

Marcos Fernandes - Podemos em um próximo momento fazermos um lote com todos esses detalhes, mas pelo tempo que tinhamos, preferimos acelerar e lançarmos o mais breve possível o nosso álbum, pois era um sonho antigo.

8. Desde o inicio dos anos 90 em Sergipe tem surgido excelentes bandas dentro de vários estilos do Metal. Algumas que tenho o prazer de ter seus trabalhos e ouvir são: Warlord, Scarlet Peace, SignofHate, MysticalFire, Anal Putrefaction, Blaster e Berzerkers. Como vocês, que são da nova geração de bandas de metal do estado, ver a cena do estado em um todo e quais outras bandas, que tenham lançado material e levado a coisa a serio, vocês destacam?

Marcos Fernandes - Admiramos muito todos os precursores da cena em sergipe, nós da banda temos em nossa maioria uma boa relação com as bandas e pessoas que fizeram parte dessa época, pois significaram muito em diversos aspectos, porém, para que não acabe esquecendo ninguém, preferimos não destacar nenhuma, mas ressaltar que a maioria continua na ativa destinando suas forças a manter a cena de pé. 

9. Warfield Death já tocou fora do estado, inclusive aqui em Cicero Dantas, como que anda a agenda para shows e o que tem a dizer sobre as apresentações feitas aqui em Cicero Dantas?

Marcos Fernandes - No momento nossa agenda tem alguns shows locais para os próximos meses, mas estamos tentando realizar alguns em outros estados do nordeste onde ainda não estivemos. Participamos de duas edições do antigo e conhecido evento: Boqueirão Rock Metal Festival, e recebemos um carinho grande dos metaleiros dessa região da Bahia, e esperamos participar de mais eventos em todo o território Baiano.

10. A banda gravou um clipe para a musica “Brutal”, porque de escolher essa musica e como foi os trabalhos para a gravação do clipe?

Marcos Fernandes - Na realidade foi apenas por detalhe a escolha dela, pois apreciamos todas as nossas composições, todavia optamos por ela, pois foi a primeira música que criamos ja com o nome de Warfield, e ela é bem conhecida. Os trabalhos foram intensos, levou um dia pra gravar e mais um pra planejar a estrutura do que filmaríamos, mas no final ficamos satisfeitos com o resultado. 

11. “Sucumbindo ao Medo” é uma puta obra com musicas firmes, agressivas e que faz o headbanger bater cabeça durante as sete musicas. Poderia falar sobre as letras cada uma delas?



Marcos Fernandes - sim, obviamente! Tentarei ser sintético nelas. 

Brutal, trata da história de um soldado que de maneira reversa apresenta sua vida em um campo de batalha, e o mesmo percebe toda a manipulação e a falta de motivos reais para dedicar a sua vida àquela causa, e demonstrando todo o seu ódio e insatisfação aos que o enganaram e o pulseram ali.

Vingança Infernal, fala da realidade de que algum dia qualquer um de nós sente, ou sentiu. Destacando o sedento desejo de vingança e as formas com o que o personagem na música pretende chegar a essa finalidade com seu desafeto.

Sucumbindo ao medo, tem a depressão, o suicídio, a falta de esperança na vida como ponto centrais. A vida do personagem é um misto de declínio, desilusão e dor por não conseguir continuar a viver.

Mãos Fechadas para a injustiça, fala sobre temas que nos deixam barbarizados. Como todas as coisas ruins que correm no mundo e quantas pessoas que são suscetíveis ao sofrimento por conta de regimes políticos, e outros que por dedicar sua vida a causas nobres e que no final nem ao menos foram reconhecidos, pois o que prospera no mundo: é a covardia, a miséria e o extermínio por motivos banais.

Sangue Derramado, a musica é uma série de fatos narrados sobre carnificinas, guerras e lideres canalhas que se aproveitam do poder para realizar seus desejos sádicos.

Mercadores da Morte, trata de guerras, mas também de autorias e de responsabilidade dos que a produzem e dos que as abastecem, e nela cobramos a dívida pelos crimes praticados por eles contra a humanidade.

Uma Festa Que Acaba Em Funeral, utiliza como tema central as festas de rua, os carnavais e qualquer outra denominação para esse tipo de reunião que provoca mortes, violência e que não agrega valores nenhum para o povo

12. Obrigado amigos e espero ter ajudado com essa entrevista! 

Marcos Fernandes - Claro, nós que agradecemos a oportunidade de falarmos um pouco sobre nossa história e trabalho.


OBS: BANDAS INTERESSADAS EM SEREM ENTREVISTADAS ENVIAR MATERIAL FÍSICO  (CD, DEMO, RELEASE E ETC) PARA: ADAUTO DANTAS - AVENIDA ACM, 42 - CICERO DANTAS/BA - 48410-000. NÃO ACEITO MATERIAL DIGITAL OU ENVIADOS POR E-MAIL E OS QUE JÁ MANDARAM AGUARDEM ENTREVISTA.

Warfield Death – Sucumbindo ao medo - Independente


Esse é o tipo de trabalho que não deve ser julgado pela capa. Apesar da banda peca no quesito arte e produção de capa/encarte, desse seu novo trabalho, que tem uma imagem de capa bem simples e o encarte não trás informações importantes sobre a gravação, os nomes dos membros e muito menos as letras, que seria interessante ter, já que as sete musicas que aqui contem são cantadas na língua portuguesa. 

Esquecendo esses deslizes e indo direto ao quesito musica, a banda não decepciona e nos presenteia com sete porradas de um Death Metal sem veadagem! Com excelentes trabalhos de guitarras, raivosos vocais que vão do gutural ao rasgado, sendo possível entender muitas das palavras vociferadas. Alem do que eles não se prendem á apenas serem rápidos e brutais, tendo em suas musicas bastante variação de ritmo, com passagens mais brutais ou rápidas e outras mais cadenciadas e muito peso. Dando assim para perceber que possuem influencias que vão do velho Thrash Metal e ate mesmo do Heavy Metal tradicional, como nas guitarras de “Mãos fechadas para injustiça”. 

As demais musicas são: “Brutal”, “Vingança infernal”, “Sucumbindo ao medo”, “Mãos fechadas para injustiça”, “Sangue derramado”, “Mercadores da morte” e “Uma festa que acaba em funeral”. Difícil destacar alguma musica quando temos somente boas musicas!

Apreciadores do Metal da Morte devem adquirir e ouvir esta obra desta que é uma promessa do Metal sergipano!

quinta-feira, 25 de maio de 2017

ENTREVISTA: KHROPHUS


Khrophus formada em 1993 com a intenção de praticar o mais puro e autentico Death Metal ja lançou varias obras, entre elas três álbuns e vem destruindo em palcos por varias partes do nosso pais e pelo mundo. Confira abaixo um bate papo com o Adriano Ribeiro sobre todas essas obras e outros assuntos relacionados a banda. 

1. Saudações amigos da Khrophus! A banda foi formada em 1993 e em 2017 a banda completa vinte e quatro anos de estrada. Como é manter uma banda durante tanto tempo numa cena como a nossa?
Adriano Ribeiro: O tempo parece que passa rápido, quando se olha para trás os anos vão passando e passando, e quando se dá conta já virou décadas. Pois então, banda, e ainda mais underground, é muito difícil de manter, digo, não as bandas que vivem tocando só na cidade, mas bandas como a gente que toca em tudo quanto é canto e tem que se dedicar demais para que a coisa aconteça, tem que ter foco, criar metas e objetivos e batalhar muito para alcançar isso. Tem família, trabalho, viagens, documentação, etc, e conciliar tudo isso é primordial para se continuar na estrada a tanto tempo.

2. Em 1993 o Khrophus começa e lança a primeira demo autointitulada, mais só em 1998 que a banda ficou mais conhecida na cena nacional com a segunda demo “Tribulations”. Como que foi a divulgação e distribuição dessas obras? Planejam relançá-las um dia? 
Adriano Ribeiro: A 1ª demo tape foi feita somente 20 cópias, sendo que tenho 2 guardadas, quer dizer, 18 pessoas possivelmente têm essa fita K7 original em mãos, que só saiu aqui na região. Já a 2ª demo, saiu 1.200 cópias, foi para várias partes do Brasil e até para alguns países, desde aquela época eu já procurava colocar o nome da Khrophus na cena mundial, e isso aliado as nossas constantes viagens fortaleceu muito o nome da banda. Nesse momento não tenho pensado em relançá-las, mas no futuro quem sabe.

3. Cinco anos depois a banda finalmente lançou o álbum “God From The Dead Images”. Nesse período a banda fez vários shows por países próximos. Quais foram? E como que foi essa primeira experiência fora do país?
Adriano Ribeiro: Para mim, tocar em outra cidade já era o máximo, mas quando as portas começaram a se abrir, os convites começaram a surgir de vários lugares, e com o lançamento do CD, que novamente me encarreguei de mandar várias cópias para fora do país, e assim o pessoal de fora também começou a se interessar e acabamos indo tocar no Paraguai e Uruguai, e assim começou uma nova fase da banda, e tocar fora do país te dá mais ânimo ainda, são novas dificuldades, novas aventuras, caminhos mais distantes e diferentes, sem contar a língua diferente, e quando estamos lá e nos deparamos com um pessoal que veste as mesmas roupas, fala os mesmos assuntos, curte as mesmas bandas, isso nos mostra como o metal é uma família.

4. 2008 a banda lançou o EP “Symbols From Death”, e em 2009 produziram “Presages”, o segundo CD da banda. Com esses trabalhos a banda saiu para turnês na Europa e também pelo Brasil. Como foi fazer os shows na no velho mundo e aqui no nosso país? Quais as diferenças entre ambas as turnês? Quais shows foram mais prazerosos e/ou especiais?
Adriano Ribeiro: Sabe aquela coisa que você tenta fazer e todo diz que é impossível, que não vai conseguir e tal, pois então, eu ouvi isso muitas e muitas vezes, mas eu batalhei muito, corri atrás das oportunidades, mesmo que as vezes batia na trave, mas eu tinha foco, e sabia que um dia eu conseguiria o algo a mais que sempre fui atrás, e quando pisei no solo da Alemanha vi que uma parte do meu sonho estava se realizando, e de lá para cá já fizemos 3 turnês pela Europa e outras 3 pela América do sul. Ao todo, visitaremos mês que vem o nosso 15º país, o que não deixa de ser incrível para uma banda underground de Santa Catarina. Mas depois que se alcança algo, o interessante não é parar, e sim seguir adiante e foi o que fizemos, estamos até hoje na estrada procurando mais espaço, se dedicando ainda mesmo com anos e anos nessa caminhada, e isso eu acho que é um dos diferencias, estar sempre focado e batalhando. As turnês no Brasil foram magistrais também, ao todo já tocamos em 10 estados no país, e como esse nosso país é gigante, é um imenso continente. O bom de tudo isso é que fazemos imensas amizades, conhecemos pessoas de diversas partes do mundo que provavelmente nunca veríamos na vida. `um aprendizado sem igual.

5. Em 2013 a banda lançou “Eyes of Madness” que é o último e terceiro álbum da carreira. Que tenho aqui em mão e posso dizer que é uma puta obra do real Death Metal. Como foi a gravação dele e como que tem sido a distribuição?
Adriano Ribeiro: O CD anterior “Presages” abriu o caminho, mas o “Eyes of Madness” digamos que foi o que alavancou tudo o que vivemos, nos levou a lugares mais e mais distantes, e chamou muito a atenção das pessoas. Me orgulho muito pois foi muito trabalhoso gravá-lo, e difícil, pois teve horas que íamos gravar de madrugada, outras horas ficávamos sem almoçar pois nem tínhamos dinheiro para isso, foi algo feito com coração e alma e muita garra, e visceralmente nos proporcionou mais do que esperávamos. Ele foi gravado em Florianópolis/SC, no AML estúdio do nosso amigo e produtor Alexei Leão, e ele nos ajudou muito a chegar a sonoridade que queríamos. Uma coisa engraçada que ouço das pessoas é que dizem que dá até para ouvir bem o baixo num CD de Death Metal (risos).

6. O álbum é composto apenas por dez músicas. Como foi feita a escolha delas e por acaso ficou outras de fora? Porque?
Adriano Ribeiro: Meu método de composição é meio louco e arcaico, eu ainda uso papel e caneta para ir anotando as notas (risos). Mas 10 músicas é muita coisa, no nosso caso mesmo têm muitas notas embaralhadas aí, mas nós criamos a música e vamos acertando os detalhes até ficar como queremos, e por isso não fazemos mais músicas do que necessário, mas assim, acabamos deixando muito riffs para trás, além daqueles me vem na cabeça na hora e não anoto, mas assim vamos encontrando nosso melhor, e isso é o que passamos para o público.

7. Alguma ligação das letras com a arte de capa? Como que surgiu a ideia desta arte e sobre que temas as letras falam?
Adriano Ribeiro: Eu componho as letras também, e sempre falo em forma de história, com diversos sentidos, e mesclo assuntos de Política, religião, sociedade. Já a arte da capa, feita pelo Alex Pazetto, nosso ex-baixista, é uma arte abstrata, e cada pessoa encontra um significado que pode até chamar de seu, pois não queríamos ali representar um único ponto, mas de uma maneira feral conectar vários, e essa liberdade de interpretação e bem interessante.

8. Como tem sido os shows da turnê “Spreading The Madness Tour 2017”?
Adriano Ribeiro: Eu, particularmente, sou supeito para falar disso, pois amo tocar, adoro viajar, conhecer novos lugares, e essa ampla turnê tem nos proporcionado isso, e poder chegar num país diferente, conhecer culturas e línguas diferentes e incrível, e mais ainda quando estamos ali, em boa parte sendo headliners, isto é as pessoas estão inda para ouvir nossa música e fazer parte da nossa família, família metal.



9. A banda gravou seu primeiro álbum em 2003, o segundo em 2009, o terceiro em 2013 e o quarto deve sair em 2018. Porque levam tanto tempo pra lançarem os álbuns? Quais as causas para se levar anos entre o lançamento dos álbum?
Adriano Ribeiro: Então, primeiramente por que somos uma banda underground, não vivemos dela, todos temos trabalhos como qualquer pessoa, e temos famílias, e também porque somos uma banda de estrada, estamos sempre tocando e o tempo que temos livre acabamos diluindo em viagens. Mas nós temos até certo ponto, uma obrigação de levar a turnê do CD para aqueles amigos que fizemos na estrada, então cada CD vem acompanhado de uma turnê que dependendo da demanda pode durar anos. Mas essa é a nossa forma de trabalhar, nos dedicamos ao máximo no tempo disponível que temos. E no final, acabamos fazendo uma camiseta da turnê, onde constam todas as datas, locais e países por onde tocamos.

10. Pra fechar além do quarto álbum, quais são os próximos passos? Obrigado!
Adriano Ribeiro: Ainda temos muitos planos, clips, EP, o 4º CD, novas turnês e tentar conquistar mais espaço. Mas fazemos as coisas com planejamento e no seu devido tempo.

Agradecemos imensamente a oportunidade de participar no ODICELAF e todo apoio que temos recebido por todas as pessoas, aos nossos amigos e fãs de longa data e ao Patrick da Sangue Frio Produções que está sempre nos divulgando por toda a parte. Um abraço.

Leia a resenha doCD da Khrophus – Eyes of Madness


LINE UP
Adriano Ribeiro - Guitarra
Hugo Deigman - Baixo e vocal
Carlos Fernandes - Bateria
CONTATOS - E-Mail: Khrophus@hotmail.com - khrophus@khrophus.com




OBS: BANDAS INTERESSADAS EM SEREM ENTREVISTADAS ENVIAR MATERIAL FÍSICO  (CD, DEMO, RELEASE E ETC) PARA: ADAUTO DANTAS - AVENIDA ACM, 42 - CICERO DANTAS/BA - 48410-000. NÃO ACEITO MATERIAL DIGITAL OU ENVIADOS POR E-MAIL E OS QUE JÁ MANDARAM AGUARDEM ENTREVISTA.

terça-feira, 16 de maio de 2017

ENTREVISTA: BESTIAL


Bestial, considerado um dos nomes mais brutais da cena Black Death Metal nacional, a banda foi formada em meados de 1994 e durante este periudo lançaram: “At The Edge Of Abyss”, “In Perpetual Tempest Occult”, “Final Presage” e “Phalanx of Genocide” em 2005, apois este ano a banda andou sumida, voltando 10 anos depois do segundo álbum com “Hellfuckdominium XXI”. O qual vem conquistando territórios e para saber um pouco mais sobre a banda batemos um papo sobre seus trabalhos e planos. Confira: 

Ola parceiros da Bestial! Pra começar esse papo me fale um pouco sobre a banda e os seus membros. 

BESTIAL: O Bestial foi emanado em outubro de 1994,com vertentes no Black/Death Metal, mantidas e proclamadas até hoje à nossa essência. Em 1995 lançamos nossa primeira demo tape, “At The Edge Of Abyss”, em 1997 já contando com V.Alex, gravamos uma nova demo, “In Perpetual Tempest Occult”, melhor trabalhada em questões de qualidade de áudio, e foi lançada na Europa pelo selo Hallucination Zine de Portugal. Em 2000, eu – Ed Storm - entrei na banda para assumir as guitarras, daí em diante focamos em criar um full lenght, que precisávamos algo mais veemente para solidificar o nome do Bestial na cena nacional, e em 2003 disparamos o “Final Presage”, que nos rendeu assinar o lançamento deste pela Mutilation Records. No ano de 2005 continuamos a saga e parimos o “Phalanx of Genocide” (Mutilation Records). Logo após isso, o baterista Márcio Jameson saiu da banda, então tentamos outros músicos que nos ajudaram muito porém não se afirmaram no grupo, e isto nos atrasou bastante, ficamos sempre na ativa mas fora da cena em questão de material novo, trabalhamos muito e conflagramos o “Hellfuckdominium XXI” (Mutilation Records), que foi nosso regresso à cena necrounderground, estávamos sedento por isso, e voltamos com toda força!


Formada em 1994 a banda lançou duas demos nos anos de 1995 e 1997 como que foi a divulgação e distribuição desses trabalhos?

BESTIAL: A divulgação foi boa, com os recursos que tínhamos, conseguimos alcançar um bom status no necrounderground, e isso abriu portas para termos alcançado bons patamares ao lançarmos o “Final Pressage”. E quanto a distribuição, a primeira foi feita de modo independente e o “In Perpetual Tempest Occult” foi lançado na Europa pelo selo Hallucination Zine de Portugal.

Ainda sobre essas demos: existe algum plano ou já pensaram em relançar estes trabalhos em formato CD ou como bônus?

BESTIAL: No momento não, mas seria importante, no futuro, disponibilizar para o publico que nos acompanha. 

Em 2004 a banda lançou “Final Pressage” e em 2005 o segundo álbum “Phalanx of Genocide”, pela Mutilation Rec. Como foi que se deu este acordo entre a banda e a gravadora e como foi a divulgação e distribuição destes álbuns?

BESTIAL: Antes de gravar o “Final Presage” lá por 2002 saímos para uma sequência de shows pelo estado de São Paulo que nos rendeu um contrato para os dois álbuns na época. E termos de divulgação foi muito forte na época através de zines revistas aberturas de grandes shows tocamos em muitas cidades do Brasil, sem a Mutilation Records teria sido muito difícil.


Nesse período a banda também lançou um videoclipe para a música “Blasphemy”, como se deu a gravação deste e como foi a resposta do publico para este trabalho de vocês?

BESTIAL: Esse videoclipe foi produzido por um grande brother nosso. Adicionamos algumas partes do show de abertura junto ao Destruction no bar Opinião. Acredito que pelos recursos que tínhamos na época foi bem-aceito saiu como bônus no álbum “Final Presage”.

A banda esteve parada por algum tempo certo? Porque pararam e resolveram voltar, depois esse tempo parados? 

BESTIAL: O Bestial nunca parou de trabalhar, enfrentamos alguns problemas na formação que nos fez perder muito tempo através desses anos sem gravar. Acredito que temos muito cartucho para gastar ainda e, sem dúvida, a força daqueles que nos acompanham e apoiam durante esses anos todos mantém essa motivação.

A banda voltou e em 2015 lançam o EP “Hellfuckdominium XXI”. Como está sendo esta de volta ao “front” como um novo trabalho?

BESTIAL: O “Hellfuckdominium XXI” é nossa carta de reapresentação, depois de um longo período sem lançar trabalho novo, para nós foi como se não passasse o tempo pois estávamos focado nesse trabalho todo esse período.

EP “Hellfuckdominium XXI” tem correspondido as expectativas da banda e publico? Sobre que temas falam nas letras desta obra e de quem foi a ideia e que mensagem buscam passar com a arte da capa? 


BESTIAL: Os Hellbangers se mostraram sedentos por este nosso novo petardo. Ressaltam que continuamos a mesma linha, muita ferocidade! Só temos que agradecer esta legião de maníacos e ressaltar que todos nos dão muita força e influência de seguir adiante.

Quanto aos temas, não fogem o que fizemos em outros trabalhos desprezando os falsos símbolos que tentam dominar em nome de uma salvação e ilusão por isso seguiremos vomitando o caos e vingança, a capa acaba sendo um reflexo de tudo isso.

Como ta sendo os shows e quando vamos ver o Bestial destruir nos palcos pelo infernal nordeste Brasileiro?

BESTIAL: Fizemos alguns shows de divulgação do EP pelo Rio Grande do Su, Paraná, São Paulo e Mato Grosso, estamos trabalho em um novo álbum agora e, com certeza, o nordeste estará em nossos planos para divulgar o mesmo.

Leia também a resenha sobre: Hellfuckdominium – CD

Contatos:
bestialcontacts@gmail.com
Facebook/BESTIALOFFICIAL

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